Marcos Mión: THE MAN!

É incrível a capacidade e o talento que algumas pessoas têm de realizar trabalhos com naturalidade e originalidade a ponto de soar como pura diversão. É claro que isso depende do nível de liberdade concebido para a realização de tais tarefas, mas muito mais do que isso, o talento é uma coisa que a pessoa têm ou não. A “rasgação de seda” pode estar evidente, mas não poupo palavras para comentar o trabalho deste que é um verdadeiro ídolo da televisão para muitos jovens.
Além de atuar em seus programas, Marcos Mión faz questão de participar também na produção deles palpitando muitas vezes a favor do besteirol típico dos atuais adolescentes. E a audiência é boa (não tão altas quanto as do Pânico) dando o que falar. Quem não se lembra do “Piores Clipes do Mundo”, com certeza o programa mais engraçado dele, que competia em seu horário de transmissão com o “Casseta & Planeta” de humor ultrapassado, e com certeza tinha uma audiência jovem mais alta que o programa Global. Era tão comentado que ressurgiu o então “morto” Supla o qual deve seu sucesso atual a Mión. Esse programa marcou pelo fato de “inserir” uma identidade ao apresentador devido ao seu peculiar estilo despojado e neologismos que caíam na boca da rapaziada.
Entre seus atuais trabalhos encontram-se dois programas inovadores na televisão brasileira, e que também possuem sua mão na produção: “Covernation” e “The Nadas” ambos exibidos pela MTV Brasil. O primeiro é um programa de auditório no qual duas bandas, covers de bandas grandes, duelam para ver qual é a que “copia” melhor seus ídolos. O outro é uma novela que satiriza a vida de universitário e se passa num apartamento, uma república onde moram três jovens, entre eles o Mión. E pode ter certeza que a graça dos programas está na liberdade da qual Mión se utiliza para se expressar, fazendo-o natural e originalmente.
Para conferir o talento DO CARA em seus programas é só ligar na MTV (canal 24 da Net) nos horários de 22 na terça-feira, 10 horas na quarta, 20 horas na sexta, e 15:30 horas no sábado para assistir ao Covernation, e no horário das 19 toda a segunda para assistir ao The Nadas.
Sexta-Feiras na UFES

Sexta-feira, depois de um árduo dia de estudos e trabalhos é hora de curtir uma farra. Vitória ( sem querer reclamar de boca cheia, mas já reclamando ), te dá basicamente três opções de divertimento. Há aqueles que preferem as baladas da “playboyzada”, portanto freqüentam boates e opções do gênero. Um público mais amplo e diversificado se encontra nos barzinhos, a fim de tomar uma cervejinha e jogar conversa fora. E para os públicos considerados alternativos não há muita escolha, geralmente freqüentam os barzinhos. Mas ultimamente uma opção que os têm mantido entretidos são os rocks de sexta-feira na UFES.
Cerveja barata, música boa e divertimento gratuito fazem pessoas das mais diferentes tribos se confraternizarem em busca de fuga da “mesmice” vista nas ruas de Vitória nos dias de sexta. São eventos realizados pelos próprios alunos dos cursos, geralmente integrantes dos centros acadêmicos. A despesa com estes eventos não é tão alta devido à participação quase sem custos das bandas e dj’s (que normalmente são os próprios alunos) justificando a realização destes rocks simplesmente pela confraternização e diversão do público de tais eventos.
Muita gente que comparece lá, são ex-frequentadores dos pubs, que garantiam o divertimento da galera alternativa até meados do ano passado quando foram fechados. Esporadicamente os organizadores do movimento Antimofo, que eram freqüentadores assíduos de pub e tentam resgatar essa cultura, realizam eventos alternativos os quais essa galera comparece em massa, como é o caso da anual festa da revista Quase. Porém, são raras as sextas que não ocorrem os rockzinhos na UFES, mantendo a “cultura alternativa” viva.
Ë importante ressaltar que entende-se por alternativo aquilo que não se encontra difundido pela mídia, tanto no que se diz respeito à divulgação dos eventos (que são feitos geralmente por cartazes espalhados na própria UFES ou pelo boca a boca), quanto em relação às atrações (dj’s e bandas normalmente não tocam muitas músicas que estão na mídia). Portanto tenha ciência disso antes de comparecer lá para que não se frustre.
Na próxima sexta-feira dia 9 de dezembro ocorrerá um rock realizado pelos alunos da comunicação social com a presença da banda Supernova (foto) e de outras ainda a confirmar. O local dentro da UFES ainda está indefinido, mas provavelmente rolará ou no centro de vivências ou em algum prédio do Cemuni. Tenha certeza de que música boa, cerveja barata e o divertimento estão de antemão mais do que garantidos, ou o seu dinheiro de volta!
Vintage no auge da moda

Sabe aquelas jaquetas da Adidas (ou genéricas dela) que possuem entre duas e quatro listras na manga e que hoje em dia todo mundo está usando? Pois é, você pode nem saber mas elas fazem parte de um estilo chamado “Vintage”. Este estilo se caracteriza pelo resgate de tendências de época, atualizadas ou não por releituras. Ë uma criação épica de moda que por seu estilo diferenciado e grande qualidade, demonstrando criatividade e personalidade, tornou-se eterno.
O exemplo da jaqueta Adidas é dos anos 80 e início dos 90, e voltou a estar em alta de dois anos para cá. É o mesmo caso do tênis All-Star, muito usado hoje em dia em várias ocasiões, e que foi deixado na gaveta por bastante tempo. Coincidentemente, ambas as situações eram casos de vestimentas populares e, portanto, acessível a todos. Atualmente, devido à alta procura tanto pelos modelos originais quanto por releituras em diversos outros modelos, já viraram casos de poder aquisitivo médio para cima. Uma jaqueta da Adidas original pode achegar a custar 350 reais, e um tênis All-Star básico não sai por menos de 50 reais. São acessíveis a populares apenas os modelos genéricos dessas marcas, bastante copiados pelas mais diferentes grifes.
Além de estar em alta nos grandes eventos de moda como o último São Paulo Fashion Week, principalmente nas tendências de inverno, o vintage é bastante difundido no universo musical por bandas “velhas novas”, ou seja, bandas atuais de “rock vintage”, se é que podemos chamar assim, que dão novas roupagens a estilos antigos de música. A maioria das bandas desse estilo que estão na mídia, tocam um rock sessentista no mais puro estilo Beatles ou dos anos oitenta com influências de The Cure e The Smiths, mesclado-os sempre com sonoridades atuais. Em suas imagens, resgatam elementos épicos de moda, como é o caso do All-Star e a jaqueta Adidas, ou mesmo o visual comportadinho como a camisa gola alta, blazers ou boinas, usados pelas bandas de baile em épocas remotas. São exemplos de bandas neste estilo: The Hives, The Strokes, The White Stripes, e no Brasil uma representante é o Cachorro Grande (foto).
É engraçado a repercussão que as coisas tomam. A jaqueta Adidas já virou sinônimo de visual Emo, e era uma jaqueta usada anteriormente por esportistas. Mas o mais interessante é que os visuais “antigos”, estão tomando os lugares nas vitrines das lojas e colocando no chinelo muitos visuais considerados “modernos”. Ou a verdade é que o antigo está virando moderno e ainda não nos demos conta disso?
www.cachorrogrande.com.br
*foto por Drico Mello